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Trip Europa [Dia 6. Viena | Auschwitz]

Ao chegar à Polónia, o nosso objetivo era visitar o campo de concentração de Auschwitz. Estava a chover a potes, e tivemos que esperar algum tempo numa fila gigante para conseguir comprar bilhetes para a visita.

Conseguimos comprar os bilhetes para a visita das 13h15 com o grupo inglês. Há visitas em várias línguas sempre a decorrer. Por causa do mau tempo, toda a logística demorou um pouco mais, a distribuição dos auscultadores e o sintonizar a frequência, mas nada que não tenha valido a pena.

Visitámos primeiro o Campo Auschwitz I, que era o campo original, e que servia como centro administrativo de todo o complexo. A área é constituída por dezasseis edifícios de um só andar. O Bloco 11 do Campo Auschwitz I era considerado “a prisão dentro da prisão”, onde aqueles que quebravam as regras, tentavam escapar ou eram suspeitos de sabotagem eram punidos. Em 1941, foi feita a primeira experiência bem sucedida com seiscentos prisioneiros de guerra soviéticos e 150 polácos, trancando-os dentro de um dos porões do bloco 11 e gaseificando-os com um pesticida altamente letal. Isto abriu o caminho para o extermínio em massa em Auschwitz, e uma câmara de gás e um crematório foram construídos. A câmara existe ainda hoje, assim como o crematório, que foi reconstruído. Em outros blocos estavam expostos os objetos pessoais dos prisioneiros, bem como, uma quantidade enorme de, por exemplo, cabelo. Os pertences dos que chegavam a Auschwitz eram apreendidos e classificados numa área chamada “Canadá”, assim chamada porque o Canadá era visto como uma terra de fartura.

Seguimos depois para o campo Auschwitz II – Birkenau. Existem autocarros que nos transportam entre os dois campos, acompanhados da nossa guia. Birkenau é o campo mais universalmente conhecido como Auschwitz, o campo de extermínio. O transporte dos prisioneiros até Auschwitz ocorria em carruagens de carga de gado. À chegada os seus bens permaneciam nos vagões e eles integravam uma fila onde eram separados entre aptos ou não ao trabalho por médicos nazis. Em geral, mulheres grávidas, crianças, deficientes e idosos eram enviados diretamente para a câmara de gás. Os restantes eram conduzidos ao trabalho forçado ou às temíveis experiências médicas. As vítimas eram informadas que passariam por um processo de desinfecção, onde se livrariam de piolhos. Por isso, entravam voluntariamente nas câmaras.

Ali se aprisionaram milhões de judeus e ali também foram executados mais de um milhão de judeus. Este campo estava equipado com quatro crematórios e câmaras de gás, as quais podiam receber, cada uma, cerca de 2.500 pessoas de cada vez.

Saímos de Auschwitz com uma sensação de “nó na garganta”. Talvez porque ali, tomamos consciência do que realmente aconteceu, e mesmo assim, não compreendermos como algo tão macabro pode ter sido real.

Nós europeus não sabemos, e não sabemos se algum dia saberemos, se podemos resgatar para sempre a humanidade dos crematórios de Auschwitz. Talvez por isso todos os europeus devessem ir pelo menos uma vez a Auschwitz. Pelo menos uma vez.” (http://observador.pt/especiais/auschwitz-pelo-menos-uma-vez-na-vida/)

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2 thoughts on “Trip Europa [Dia 6. Viena | Auschwitz]

  1. Sempre quis visitar Auschwitz, no entanto não sei se tenho coragem. É um local que requer uma frieza de espirito enorme, e sabendo o que se lá passou há menos de um século. No entanto é um sítio que todos deveriam visitar e relembrar o quão cruel os seres humanos conseguem ser. :/

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